quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Há de se festejar

Que festa é legal todo mundo sabe, mas não tem sido fácil organizá-las. Um dos maiores problemas que os CAs enfrentam hoje é a Resolução de Festas (nº 26/2008), que limita as possibilidades de realizar qualquer evento no espaço da UFES.

A Resolução exige, dependendo do porte do evento, plano de segurança  aprovado pelo Departamento de Serviços Gerais, contratação de paramédicos e ambulância, instalação de banheiros químicos, aprovação do Corpo de Bombeiros,  entre outros. Sabemos que isso é inviável para o Movimento Estudantil e não é disponibilizado nem pela própria Ufes. Em caso de descumprimento da resolução, cabe advertência aos organizadores, processos administrativos e até o jubilamento (leia: expulsão) dos responsáveis.

Temos consciência que a festa em si é um modo importantíssimo de convívio e interação estudantil, além de ser uma das principais fontes de financiamento do Movimento Estudantil. Nós, da chapa O Cacos Não Para!, acreditamos que a vivência deve ser uma das protagonistas na formação cultural do estudante e que o convívio social é parte fundamental na construção pessoal de cada um.

Porém, não podemos cair em uma armadilha: em espaços de representação estudantil (como o nosso CA), fazer apenas festas, ou, pior, festas que não dialoguem com diferentes modos de representações culturais e sociais.

Acreditamos – e isso já foi explicitado no debate entre as chapas – que o Cacos não pode virar uma empresa de eventos. As festas devem fazer parte de uma construção cultural – e, por que não, política. Assim, elas devem proporcionar ao estudante novas possibilidades nestes âmbitos, o que quer dizer que, além das festas, os debates, as discussões e outros modos de desenvolver o senso crítico do futuro comunicólogo devem ser amplamente favorecidos na próxima gestão do Cacos.

O Erecom Vitória é uma ótima oportunidade de festas culturais com integração e discussões políticas, além de contribuir para desenvolver, num aspecto mais amplo, a noção que temos de Comunicação. Pensar num evento voltado para apenas a integração interna do curso também é bastante importante. O Churrascom vem sendo criticado por já não ser possível conhecer outros períodos do curso. Juntos, nós podemos montar um projeto de festa que seja mais focado no curso e que possa co-existir ao Churrascom. Por que não?

Esses são apenas alguns exemplos de festas/eventos que fogem da lógica 'festa por festa' e realmente primam pela integração.

Se você acredita que as festas podem integrar o curso de maneira mais completa e que, além de festas, há muito o que se fazer em nosso CA, vem com a gente nessa kombi! O Cacos Não Para!

2 comentários:

  1. Olá,

    Acompanho o site 400 votos, as questões da CACOS lista e pude presenciar o debate das chapas, porém, diante de todas as propostas da CACOS NÃO PARA, permaneço com uma dúvida sobre a questão das festas. Vocês defendem o caráter de uma festa que NÃO busque apenas 'vender uma cerveja e ir pra casa'. Defendem que "As festas devem fazer parte de uma construção cultural – e, por que não, política". Minha dúvida é a seguinte, que tipo de integração CULTURAL e POLÍTICA se pode conseguir em uma festa? Afinal, vcs frisam este aspecto, mas não o definem. Como eu posso chegar numa festa e ter conteúdo para minha construção cultural? Pois, as festa que participei do CA, inclusive festas-protesto, só vi pessoas comprando cerveja e conversando entre si, nada CULTURAL e POLÍTICO. Enfim, gostaria que me esclarecessem tais questões (voltadas para nosso curso), pois a proposta de vcs não me faz diferenciar uma festa com visão cultural e política de uma 'festa normal'- "festa por festa".

    Até.

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  2. Todos sabemos que a festa é essencial para uma rápida e eficiente interação entre os estudantes. Porém, como já dissemos, fazer “festa por festa” não é o nosso principal objetivo. Queremos que as festas tenham um cunho cultural, que os estudantes tirem alguma coisa boa de lá.
    Um bom exemplo são as festas que trazem elementos da cultura capixaba. Lá os estudantes teriam contato com diversas bandas e obras, que enaltecessem a arte local tão pouco divulgada.
    Poderíamos, também, proporcionar eventos que expusessem a produção acadêmica dos alunos, além de festas em encerramentos de ciclos de debates ou seminários.
    Festas são ótimas, e nós adoramos, porém o objetivo central do CA não é a realização desmedida desses eventos. Já dissemos algumas vezes e é sempre bom frisar: não somos contra festas, e sim contra a formação de uma produtora de eventos que organize apenas isso. Caberá também a vocês terem idéias junto com o Cacos não para! Para que possamos realizar festinhas bem divertidas, sem perder (ao menos completamente) o foco.
    Obrigado pela sua participação :)

    Chapa O Cacos Não Para!

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